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O que é panspermia?


Esse nome já deve ter sido citado em alguma aula sua de Biologia, especialmente se você já teve estudou sobre a perspectiva científica da Origem da Vida na Terra. A panspermia (nome, do grego, que significa “sementes em todo lugar”) é uma teoria que discute a possibilidade da vida possa ser distribuída através do universo através de corpos planetários ou lunares. HÃ? QUE? Tipo, alienígenas?

De acordo com essa teoria, admite-se que exista vida em diversos outros planetas e que, nem todos os planetas que têm vida, ela necessariamente se originou lá, podendo ter sido trazida de outro planeta no interior de meteoritos ou cometas.

Foi mencionada pela primeira vez na história - que temos registro - pelo filósofo turco Anaxágoras (500 a.C – 428 a.C), ao falar em “sementes da vida espalhadas pelo cosmo”. O emissor seguinte foi Benôite de Maillet (1656 – 1738), um diplomata que se dedicou a estudar história natural e acreditava que a vida neste planeta tinha sido “semeada” por germes caídos do espaço nos oceanos. Num contexto mais científico, os defensores dessa hipótese foram Jöns Jacob Berzelius (1779 – 1848), William Thomson (1824 – 1907) e Svante Arrhenius (1859 – 1927). Gente, esse Arrhenius é o nosso querido amigo Arrhenius, da teoria química da eletrolítica da dissociação. O físico H. E. Ritcher o primeiro a propor em 1865 que meteoros seriam veículos de vida através do espaço e pode ser considerado o fundador da teoria moderna de Litopanspermia. Esta é uma das três vertentes da panspermia: 1) Panspermia Balística, que crê na transferência de matéria-prima química para a vida através de meteoritos e cometas no sistema solar 2) Litopanspermia, que crê na transferência de matéria-prima química para a vida através de meteoritos e cometas no sistema interestelar; e 3) Panspermia Dirigida, que crê que a vida foi/está sendo espalhada intencionalmente por alguma civilização extraterrestre avançada. Essa última aqui é meio coisa da galera que usa papel alumínio na cabeça. Não há evidências científicas bem documentadas e com procedência confiável que aponte para a existência dessa civilização extraterrestre avançada.

A teoria da panspermia propõe, portanto, que uma semeadura possa ter acontecido também na Terra. Agora vamos para a parte científica e documentada da coisa. De fato, alguns estudos que encontraram compostos como RNA, uracila, nucleobases e xantina e mais de 400 outros compostos orgânicos dentro do Meteorito Murchison. Diversos outros meteoritos e cometas possuem componentes de moléculas orgânicas, espécies orgânicas, além de água, materiais voláteis, metano, gás carbônico, dentre diversas outras estruturas no seu interior. São casos famosos o cometa Halley e Rosetta, cujo uma missão da NASA detectou partículas de poeira com elementos orgânicos na superfície deste corpo celeste.

Muitos autores atualmente reconhecem que o mais provável é que diversas moléculas exógenas, além da água (que também teve origem extraterrestre), tenham contribuído com “matéria-prima” química para a síntese abiótica de macromoléculas na Terra primitiva (evento-chave para a origem da vida). Estes meteoros e cometas seriam capazes de trazer para a Terra moléculas reativas de Carbono (reactive C-bearing molecules), que podem se reunir para formar aminoácidos, bases nitrogenadas (do RNA e DNA), além de açúcares; ou seja, os constituintes básicos para formação de proteínas e ácidos nucléicos. Então, mesmo que não hajam microrganismos capazes de sobreviver à uma viagem interplanetária no interior de cometas nem aos impactos da acoplagem e chegada destes materiais à superfície de algum planeta, já se sabe que foi/é possível o ‘transporte’ interplanetário de moléculas-chave para a constituição orgânica dos seres vivos.

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